26 de março de 2012


(...)Onde estava o defeito? No amor mesmo talvez!
Porque enfim, ela e Basilio estavam nas 
condições melhores para obterem
 uma felicidade excepcional: 
eram novos, cercava-os o mistério,
 excitava-os a dificuldade... 
Por que era então que quase bocejavam? 
É que o amor é essencialmente perecível, 
e na hora em que nasce começa a morrer. 
Só os começos são bons. 
Há então um delírio, um entusiasmo, 
um bocadinho do céu. Mas depois! ... 
Seria pois necessário estar sempre a começar,
 para poder sempre sentir?


_____Eça de Queirós ~Primo Basílio

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