27 de setembro de 2011


Quisera eu que tivesse sempre o sol ao alcance das mãos.
Pudesse eu mandar-te beijos envoltos em chuva e selado com o vento.
Quisera eu que a vida coubesse num poema.
Pudesse eu ter teu rosto ao alcance do toque.
Quisera eu que dedicação e compromisso fizessem a diferença.
Pudesse eu colorir a vida em tons de verde.
Quisera eu que a ternura fosse meu único horizonte.
Pudesse eu seguir a poesia, mesmo quando a esperança é só um
fio da mais tênue claridade.
Quisera eu que meus pequenos gestos de ternura e
carinho fossem apreciados.
Mesmo não sendo, que eu continue sem pesar.
Pudesse eu que nunca meus castelos de ar desmoronem.
Quisera eu que meu estoque de pó de pirlimpimpim seja ilimitado.
Pudesse eu extinguir o "boa noite" que te leva pra longe e
 te entrega ao Reino de Morfeu.
Quisera eu ter um leque de sonhos primaveris pra decorar
 essa minha alma outonal.
Pudesse eu pintar meus sonhos nas estrelas para brilhar na tua janela.
Quisera eu escrever toda a saudade numa nuvem pra vê-la
se dissipando aos poucos.
Pudesse eu amadurecer os frutos das sementes dispersas.
Quisera eu que minha tristeza não fosse cinza e sim colorida...
pra chorar arco-íris.
Pudesse eu ter tudo isso, ainda escolheria apenas prende-te
nos braços pra não te deixar partir.

_____Lia Araújo ʚĭɞ¸.ʚĭɞ

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por borboletar aqui!